CRÔNICA: O que é ser psicólogo


Sílvia Generali

para o SIMPE-RS

Tive a satisfação participar de um vídeo em homenagem ao Dia do Psicólogo, coordenado pela amiga Tanise Sabino, no qual diversos profissionais da área falam sobre o significado do seu trabalho. Em comum nos depoimentos, o cuidado com o outro, a empatia e o apoio para o autoconhecimento e para uma vida melhor.

Lembrei-me então do quanto, até os dias de hoje, a psicologia é associada com “uma coisa para loucos”. Já ouvi diversas vezes a frase “não sou tão louco para precisar de um psicólogo” ou “se eu for lá [no consultório do psicólogo] não vão mais me deixar sair”.

Também há os que associam psicologia com vidência. Quando alguém me pergunta o que eu faço e respondo que sou psicóloga, não raro ouço “ai, não vai me interpretar!” ou “tu deves ter bola de cristal”.

Ainda há uma terceira linha de comentários que recai sobre o pessoa do psicólogo com as afirmações de que “os psicólogos são os mais loucos de todos” ou “coitado do fulaninho, é filho de psicólogo”.

Pensei então, na reflexão desta semana, em conversar sobre esse imaginário popular.

Não, nós psicólogos adoraríamos ter, mas não temos bola de cristal. Nem varinha mágica. Nem pó de pirlimpimpim. Procuramos apoiar as pessoas que nos procuram com muito estudo, técnica e empatia. O estudo das teorias e técnicas nos permite identificar tipos psicológicos, prever probabilidades de ocorrência de comportamentos e identificar padrões de sentir, pensar e agir. Nada de “100% de garantia ou seu dinheiro de volta” porque, assim como a medicina, a psicologia não é uma ciência exata e o ser humano é complexo demais para caber em meia dúzia de fórmulas.

Não, ninguém será encaminhado diretamente do consultório para uma internação a não ser que represente risco de vida para si e para os outros e não antes que os familiares sejam consultados e que haja consentimento do paciente (se lúcido) ou do responsável (se o paciente estiver desconectado da realidade). Você poderá sair da sessão sempre que assim o desejar.

Não, psicólogo não é para loucos. Costumamos brincar que “se a pessoa se dá conta de que precisa de um psicólogo é porque não está assim tão louca”.

Não, os psicólogos não são pessoas perfeitas, pais perfeitos, filhos perfeitos. Mas quem o é? Não conheço nenhum estudo sério que comprove que os psicólogos são “mais loucos” do que a média geral da população.

Psicólogos são profissionais que dedicam a vida a apoiar quem os procura na busca pelo equilíbrio e pela felicidade, na superação de situações estressantes ou traumáticas, na jornada pelo autoconhecimento e na tentativa de ser mais feliz. Para isso, contam com a técnica mas também, conforme o vídeo demonstra, com a empatia, o respeito às diferenças, o cuidado e a escuta amorosa. Viajar para dentro de si mesmo pode ser uma experiência enriquecedora.

Se você quiser conhecer mais sobre a profissão, o meu depoimento completo está no link a seguir. O vídeo com a participação de diversos psicólogos pode ser encontrado no Facebook da psicóloga Tanise Sabino.


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Sílvia Generali

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