RESENHA: Desventos, de Rafael Figueiredo


Sílvia Generali



Rafael Figueiredo
Editora Metamorfose
Porto Alegre, 2020

Rafael Figueiredo é um escritor, poeta e compositor gaúcho leopoldense, que se inicia na narrativa longa com seu Desventos.

Embora não seja uma classificação comum de gênero literário, o autor define seu texto como uma novela em prosa poética. Independente de qualquer definição, Desventos transborda poesia. A dura realidade de um menino do interior é apresentada entremeada de alusões à natureza, tendo sempre como pano de fundo pássaros, flores, árvores e rios, assim como a vida se apresentava no paraíso perdido de Neco Sabará. O narrador nos envolve, nos emociona e, por vezes, nos confunde, fazendo com que a leitura seja um fluxo de sentimentos, surpresas e irrealidades.
Já a vida adulta de Neco, tendo como cenário um hospital psiquiátrico, não se cerca de lamentos, mas da percepção de que os “inadequados” precisam de um lugar-depósito para não estragarem a beleza das vidas do lado de fora, tão simples e ordenadas.

Recomendo o livro para quem gosta de poesia, para quem prefere novelas, para quem se interessa pela alma humana e para quem mostra empatia com os “inadequados”. Mas um aviso: assim que você terminar a leitura, vai querer recomeçar tudo novamente, já com outros olhos e com outra alma.

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Sílvia Generali

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